RAMANA MAHARSHI





TEXTOS

  1. Biografia de Ramana Maharshi 
  2. Os Primeiros Anos e o Despertar de Ramana Maharshi
  3. Guia Para os Recém Chegados à Sabedoria de Sri Ramana Maharshi
  4. Os Quarenta Versos Sobre a Realidade
  5. Quarenta Versos Sobre a Realidade (Comentados)
  6. Suplemento aos Quarenta Versos
  7. A Verdade Revelada (40 Versos Sobre Aquilo Que É)
  8. Quem Sou Eu ?
  9. Quem Sou Eu? (Outra tradução [com vídeo])
  10. Upadesa Saram - A Essência do Ensinamento Espiritual
  11. Upadesa Saram - Instrução de Ramana Maharshi Outra tradução [comentada]
  12. Upadeshasaram - A Essência da Instrução Outra tradução [também comentada]
  13. Uma Introdução aos Ensinamentos de Ramana Maharshi
  14. Assim Falava Ramana
  15. Atma Sakshatkara e Devikalottara
  16. Carl G. Jung Escreve Sobre Ramana Maharshi
  17. Trabalho e Renúncia (O Evangelho de Maharshi)
  18. Silêncio e Solidão | Controle da Mente (O Evangelho de Maharshi)
  19. Bhakti e Jnana | Si mesmo e Individualidade (O Evangelho de Maharshi)
  20. Autorrealização (O Evangelho de Maharshi)
  21. O Guru e a Sua Graça | Paz e Felicidade (O Evangelho de Maharshi)
  22. Autoinvestigação  (O Evangelho de Maharshi)
  23. Sadhana e Graça (O Evangelho de Maharshi)
  24. O Jnani e o Mundo (O Evangelho de Maharshi)
  25. O Coração é o Si Mesmo | O Local do Coração (O Evangelho de Maharshi)
  26. Eu Sou e o Ego (O Evangelho de Maharshi)
  27. A Natureza do Eu
  28. Autoconhecimento e Autoignorância
  29. O Jnani
  30. Autoindagação - Teoria
  31. Autoindagação - Prática
  32. Autoindagação - Erros de Interpretação
  33. Submissão
  34. O Guru
  35. Silêncio e Satsanga
  36. Meditação e Concentração
  37. A Natureza de Deus
  38. Autoconhecimento
  39. Autoinvestigação
  40. Autoinquirição (Por Sadhu Om)
  41. Autoinquirição (Atma-Vichara) (Nova Publicação)
  42. A Prática do Quem Sou Eu? (V. Ganesan)
  43. O AutoConhecimento É Uma Coisa Fácil, a Coisa Mais Fácil Que Existe.
  44. Ensinamentos Espirituais
  45. Ensinamentos Espirituais (Nova publicação)
  46. O Mergulho Na Eternidade de Ramana Maharshi
  47. O Ser e o Não-Ser
  48. Turiya
  49. Osho Fala de Ramana Maharshi
  50. O Poder do Ser
  51. Sri Swami Siddheswarananda sobre Sri Ramana Maharshi
  52. O Caminho Da Não-Dualidade
  53. Sri Ramana Maharshi (POR N.R. NARAYANA AIYER)
  54. Ramana Maharshi e o Caminho da Verdade
  55. O Mahasamadhi de Sri Bhagavan Ramana Maharshi
  56. Somente a Verdade É e Você É Ela!
  57. A Dívida a Bhagavan
  58. O Guru
  59. A Religião Do Coração
  60. O Poder do Silêncio
  61. A Doença e o Mahasamadhi de Ramana Maharshi
  62. O Sad Guru
  63. A Notícia Do Mahasamadhi de Sri Ramana No New York Times
  64. “Eu” é o nome de Deus
  65. A Iniciação Através Do Olhar
  66. A Vaca Lakshmi
  67. 5 Versos Para Sri Arunachala
  68. Ekanma Panchakam: A Unidade do Ser em Cinco Versos
  69. RAMANA MAHARSHI, JESUS CRISTO E SHANKARA
  70. QUERIA SABER QUEM SOU EU
  71. PRESENÇA
  72. A NATUREZA DO SER | JNANI E JNANA
  73. UMA VERDADE - MUITAS CANÇÕES | CITAÇÕES DE RAMANA MAHARSHI (1ª PARTE)
  74. UMA VERDADE - MUITAS CANÇÕES | CITAÇÕES DE RAMANA MAHARSHI (2ª PARTE)
  75. Sê - 100 Citacões de Ramana Maharshi
  76. O Mundo - Real ou Ilusório?
  77. O Mundo
  78. A Ilusão Primordial
  79. Conversação 25
  80. O Silêncio
  81. A Mãe de Ramana Maharshi
  82. 42 Versos do Bhagavad Gita Selecionados por Ramana Maharshi
  83. Compreendendo a Mente
  84. Paul Brunton Escreve Sobre Um dos Seus Encontros Com Ramana Maharshi, 1ª Parte
  85. Paul Brunton Escreve Sobre Um dos Seus Encontros Com Ramana Maharshi, 2ª Parte
  86. Paul Brunton Escreve Sobre Um dos Seus Encontros Com Ramana Maharshi, 3ª Parte
  87. Quem é Esse Eu? Ramana Maharshi e Paul Brunton
  88. Paul Brunton Entrevista Ramana Maharshi
  89. Conversas com Ramana Maharshi
  90. Ensinamentos de Ramana Maharshi Parte 1
  91. Ensinamentos de Ramana Maharshi Parte 2
  92. Fragmentos da Maha Yoga de Sri Ramana | Ramana Maharshi
  93. Fragmentos da Maha Yoga de Sri Ramana Maharshi | 2ª Parte
  94. A Sabedoria de Ramana Maharshi | Parte 1/4
  95. A Sabedoria de Ramana maharshi | Parte 2/4
  96. A Sabedoria de Ramana Maharshi | Parte 3/4
  97. A Sabedoria de Ramana Maharshi | Parte 4/4 (Deus e Religiões)
  98. A Mente Opressora


DISCÍPULOS
  1. O Encontro de Papaji com Ramana Maharshi
  2. Entrevista Com David Godman
  3. A Minha Descoberta de Ramana Maharshi (David Godman)
  4. Tens de Escrever Sobre os Ensinamentos (David Godman)
  5. Arunachala (David Godman)
  6. Henry Jolicoeur Entrevista David Godman Acerca da Autoinquirição
  7. A Essência dos Ensinamentos de Ramana Maharshi (Michael James)
  8. A Autoinquirição - Michael James
  9. Ensinamentos de Annamalai Swami 
  10. Instruções Para a Auto-Inquirição por Annamalai Swami
  11. O Ser | Annamalai Swami
  12. A Mente É Apenas Uma Sombra | Annamalai Swami
  13. O Jnani Não Está Ciente do Corpo (Annamalai Swami)
  14. Maya (Annamalai Swami)
  15. A Luz do Ser (Annamalai Swami)
  16. Como é que Podemos Reconhecer um Jnani? (Annamalai Swami)
  17. Laya (Annamalai Swami)
  18. O Som Sem Som (Annamalai Swami)
  19. Persistência (Annamalai Swami)
  20. A Maturidade Espiritual (Annamalai Swami)
  21. O Anseio (Annamalai Swami)
  22. Onze Versos Sobre a Autoinvestigação (Sadhu Om)
  23. Quem é Um Jnani? (Sadhu Om)
  24. 60 CITAÇÕES DE ROBERT ADAMS | 1ª PARTE
  25. 60 CITAÇÕES DE ROBERT ADAMS | 2ª PARTE
  26. Advaita - Arthur Osborne.
  27. Sivaprakasam Pillai
  28. Versos Sagrados de Sivaprakasam Pillai
  29. Ganapati Sastri
  30. Fique Quieto | Papaji 
  31. Papaji Fala Sobre Diversos Assuntos 
  32. Quem É Você? | Entrevista Com Papaji
  33. Somente a Verdade É e Você É Ela! | Papaji 
  34. Três Vídeos sobre Papaji (em Inglês)
  35. SELF | Annamalai Swami (Em Inglês)
  36. Você
  37. Unidade
VÍDEOS:
  1. Ramana maharshi, o Sábio de Arunachala (legendado em português)
  2. Jnani - O Sábio Silencioso de Arunachala  (legendado em português)
  3. Jnani - O Sábio Silencioso de Arunachala  (Legendas fixas em português)
  4. À Volta de Arunachala (legendado em português)
  5. Quem Sou Eu?
  6. Quem Sou Eu?  (Em Espanhol)
  7. O Legado de Ramana Maharshi
  8. 1. Os Ensinamentos de Ramana Maharshi em suas Próprias Palavras | 2. Autoinvestigação de Bhagavan Sri Ramana Maharshi | 3. Maha Yoga - A Yoga de Sri Ramana Maharshi
  9. Exposição dos Ensinamentos de Ramana Maharshi - Michael James (Em Espanhol)
  10. O Cancelar da Busca - Papaji (Em Espanhol)
  11. Quem Sou Eu ? - Documentário Sobre Ramana Maharshi, Papaji e Nisargadatta Maharaj e a Tradição Advaita Vedanta (Em Inglês)
  12. Abide As The Self (Em Inglês)
  13. Arunachala Shiva - Ensinamentos de Ramana Maharshi (Em Inglês)
  14. Entrevista a David Godman  (Em Inglês)
  15. O Silêncio (Vídeo raro com Ramana Maharshi)
  16. Venkataraman - Bhagavan Sri Ramana Maharshi (Documentário Novo e Completo)
  17. Duas Entrevistas Com Annamalai Swami (Legendadas em Espanhol e em Inglês)


RAMANA MAHARSHI 
(Em Inglês)




Bhagavan Sri Ramana Maharshi (30 de dezembro de 1878 — 14 de abril de 1950), mestre de Advaita Vedanta e homem santo do sul da Índia. Considerado um dos maiores sábios de todos os tempos, tornou-se conhecido no Ocidente especialmente através do livro "A Índia Secreta", do jornalista e escritor inglês Paul Brunton, que retratou os ensinamentos de Ramana, transmitidos, na maioria das vezes, em silêncio absoluto aos seus discípulos. Sri Ramana Maharshi foi um contemplativo nato e um gnóstico nato, o mais extraordinário fenómeno espiritual dos muitos que a Índia eterna produziu no século XX.

Outro autor que deu destaque à Ramana Maharshi foi Paramahansa Yogananda, na Autobiografia de um Iogue, ao visitá-lo durante seu regresso à Índia em 1935. Outro famoso espiritualista que foi ao ashrama receber o darshan de Ramana foi Mahatma Ghandi, em busca de apoio para seu movimento de libertação da Índia.

Shri Ramana Maharshi foi o grande representante da sabedoria milenar da Índia no século XX. Isso não significa que ele foi um académico que sabia de cor e salteado os textos sagrados da religião, mas sim que viveu e mesmo personificou à perfeição tal sabedoria. Na verdade, ele não escreveu nenhum livro. Ensinava o jnana, ‘via do conhecimento espiritual’ mais puro. Ao mesmo tempo, ressaltava que as outras duas outras grandes vias espirituais, a do karma (das ações) e da bhakti (devoção) estavam contidas no jnana.

Na Índia, buscar a companhia de sábios e santos é algo muito importante, para aprender com os preceitos e exemplos concretos, e para obter suas bênçãos. Tal atividade se chama satsanga (literalmente, ‘associação com a verdade’). Outro conceito importante é o de darshan, que é a bênção conferida pela mera visão de um santo, como explica William Stoddartna sua excelente introdução ao tema, “O Hinduísmo” (Ibrasa, 2005), o melhor livro sobre o assunto publicado em português até o momento.

Sri Ramana Maharshi nasceu na região do Tamil Nadu, sul da Índia. Aos 16 anos, após a morte do pai, passou por uma vivida experiência relacionada à morte e, por seu intermédio, despertou para o estado que transcende, origina, constitui e engloba os campos físico, emocional e intelectual, passando a viver permanentemente nesse estado, por alguns denominado realização espiritual. Depois de algum tempo, abandonou sua casa e família e partiu como sadhu (peregrino ou eremita) para a cidade de Tiruvannamalai (190 km ao sul de Madras), onde passou o restante da vida na montanha de Arunachala, considerada por ele como uma montanha sagrada. 

A princípio, viveu no grande templo de Arunachaleswara, permanecendo absorto em meditação, no saguão conhecido como o de "mil pilares", de onde teve de se mudar, em razão das pedras que lhe eram atiradas por um bando de meninos que o viam imóvel no local. Passou então a viver em um escuro vão no sub-solo do templo, mas os moleques cedo o descobriram, e continuaram a atirar-lhe pedras. Teve de se mudar muitas vezes e passou a residir em vários outros santuários e locais adjacentes ao templo, como jardins, bosques e pomares. Pouco a pouco foi subindo a montanha de Arunachala, onde viveu em diferentes cavernas e passou a ser conhecido como o “Maharshi” (grande sábio ou vidente), e "Bhagavan", o Senhor. Lenta e gradualmente, discípulos foram se reunindo à sua volta. Vinte e sete anos após a sua chegada a Tiruvannamalai, um "ashram" ou comunidade espiritual foi construído ao redor do túmulo de sua mãe, aos pés da Montanha Sagrada de Arunachala, onde passou a residir até o fim de seus dias. Essa comunidade, chamada "Ramanashram", tornou-se um local mundialmente conhecido, para onde se dirigiam ( e ainda se dirigem, em número crescente) buscadores espirituais de diversas origens religiosas.

Seus ensinamentos, magistralmente simples, profundos e lúcidos, estão registados em grande número de livros. Diversos autores escreveram sobre ele; entre outros,Arthur Osborne, em "Ramana Maharshi e o Caminho do Autoconhecimento", Mouni Sadhu em "Dias de Grande Paz", Carl Jung, a pedido de Heinrich Zimmer,Somerset Maugham, em "O Fio da Navalha", William Stoddart, em "O Hinduísmo", Mateus Soares de Azevedo em "Ye shall know the truth: Christianity and the Perennial Philosophy" (EUA, 2005), David Godman, Sadhu Om, H.l Poonja, Maha Krishna Swami. Em 25 de dezembro de 2007, quando da comemoração do seu nascimento (data móvel, dependente da posição das estrelas), uma nova biografia em língua inglesa, com 4.135 páginas distribuídas em oito volumes, contendo 400 fotografias, foi lançada.

Sua presença, que irradiava uma grande paz, tornando fácil e natural a convivência na comunidade, inclusive com os animais selvagens que habitavam a montanha, atraiu milhares de pessoas a Arunachala. A essência dos seus ensinamentos é o "Vichara"(self-enquiry), ou investigação direta, interior, por meio dos questionamentos: "Quem sou eu?" e "De onde surge o pensamento 'eu'?", para a descoberta da "Verdade, Paz ou Bem-Aventurança, a nossa real natureza". "Descoberta" no sentido literal de "retirar o que cobre", os conceitos. 

Em vários momentos, Ramana nos alerta que não se trata de mero questionamento verbal, mecânico, mas de trazer sempre ao foco da atenção, por meio desse questionamento, a sensação do "eu sou", que é a única coisa real, visto que todas as outras coisas mudam e passam, são transitórias, enquanto esta consciência do eu permanece. Tal questionamento faz com que a atenção se volte para o estado natural que ultrapassa o conhecimento, levando à perceção da inevitável limitação de todos os conceitos, o que faz com que, gradualmente, definhem e percam sua tirania sobre a mente, deixando de se sobrepor "àquilo que verdadeiramente é". Para o ocidente, tal sobreposição é o verdadeiro conhecimento ["episteme", epi (sobre) + histanai (por, colocar): sobrepor]. Para a Vedanta, tanto a opinião quanto a "episteme" impedem o descobrimento "daquilo que é". A alegoria da caverna, baseada no estudo hindu da "maya" (literalmente "medir", "avaliar"), se refere a essa limitação: a ideia é diferente daquilo que verdadeiramente "é". É preciso ultrapassar a limitação dos conceitos, das ideias, das imagens, das representações. Sair da prisão da ignorância, representada pela caverna, para o espaço infinito da bem-aventurança. A própria alegoria não é bem compreendida no suposto "mundo ocidental".

Tomar o resultado da avaliação como verdade é tomar as sombras pela coisa em si, e, por conseguinte, viver na ilusão. A ignorância basilar é a que existe com relação ao "eu". Julgo conhecer-me por meio de uma representação. Desconhecendo quem é o conhecedor, busco conhecer o universo, os seres vivos, os objetos. Deles também construo representações. A representação que construo a respeito de mim mesmo, que é sempre incompleta, e com a qual me identifico, busca, em vão, completar-se por meio de conhecimentos, sensações, posses, prestígio. Nessa busca, ela tem continuidade, com a inseparável sensação de incompletude e, portanto, de sofrimento. Quem sou eu? Uma vez que a representação que crio a respeito de mim mesmo não sou eu - quem sou eu? Quem está fazendo essa pergunta? A resposta não pode ser mental, intelectual, pois constituir-se-ia em uma outra representação. Para a Vedanta pois - sem a negação da óbvia necessidade, em seu campo próprio, do conhecimento relativo - o verdadeiro conhecimento implica a não interferência dos conceitos, das teorias, seja a respeito do mundo e das coisas, seja a respeito de si mesmo, do estado que ultrapassa o pensamento. 

Havendo um grande descontentamento em relação a tudo o que é incompleto, havendo a necessidade e a urgência da descoberta, o próprio exame e compreensão de todo o quadro, a investigação sobre o "eu" e a origem do "eu", levam à não-interferência dos conceitos - porque se compreende sua limitação, o que provoca o seu definhar - e à quietude mental. A própria investigação sobre o 'eu' e sua origem, ao final, mergulham na quietude. "Aquieta-te e sabe que Eu Sou Deus". "Eu Sou esse Eu Sou". Nesse estado de silêncio vivo, desperto, o conhecedor, o conhecimento e o objeto do conhecimento, qualquer que seja ele, são um só. Só há separação no mundo das representações, das construções mentais, no mundo "daquilo que não é". Nesse sentido, conhecer a verdade acerca de si mesmo é conhecer a verdade acerca de todos os seres e de todas as coisas. Conhecer a verdade acerca de si mesmo é ser essa verdade, já que não somos dois, um para conhecer o outro. Cada um é a própria Verdade absoluta; ou Deus, para usar uma outra palavra.

A expressão "auto-realização", nos diz Ramana Maharshi, é apenas um eufemismo para "remoção da ignorância". Nada há para ser adquirido; há, apenas, ignorância a ser removida. Somos a própria vida, o Ser Infinito, a fonte de todas as coisas.

Afirma-se que, no momento em que Sri Ramana faleceu, um magnífico astro, majestosa e lentamente, cruzou os céus da Índia, sendo visto em grande parte do país por inúmeras pessoas, que espontaneamente compreenderam o evento que ele anunciava. (Fonte: Wikipédia)


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