A Mente De Um Mestre




"A vida é uma viagem. O tempo é um rio. A porta está entreaberta." – Jim Butcher.

Bokuju era um mestre Zen. Ele costumava viver sozinho num caverna, mas durante o dia, ou mesmo durante a noite, ele às vezes gritava alto: "Bokuju". Este era o seu próprio nome, e então, ele costumava responder: "Sim, eu estou aqui." Mas, mais ninguém ali estava.

Então, os seus discípulos costumavam perguntar-lhe: "Por que você está chamando 'Bokuju', o seu próprio nome, e depois, respondendo, 'Sim, eu estou aqui'?"

Ele dizia: "Sempre que eu começo a pensar, eu tenho que me lembrar de estar alerta, consciente, e assim, eu chamo pelo meu próprio nome: 'Bokuju.' No momento em que eu chamo 'Bokuju', e eu digo, 'Sim, eu estou aqui,' o pensamento e a ansiedade desaparecem."

Então, nos seus últimos dias, e, durante dois ou três anos, ele nunca mais chamou "Bokuju", o seu próprio nome, e nunca mais teve de responder, "Sim, eu estou aqui."

Os discípulos questionaram-lhe: "Mestre, você agora nunca faz isso."

Então, ele disse: "Mas, agora Bokuju está sempre presente. Ele está sempre aqui, já não há mais necessidade. Antes eu costumava sentir a falta dele. Às vezes, os pensamentos e a ansiedade hipnotizavam-me, encobriam-me, como as nuvens encobrem o sol, e Bokuju não estava presente. Então eu tinha que lembrar-me: 'Bokuju', e os pensamentos e a ansiedade desapareciam..." 1

A MENTE DE UM MESTRE

O mesmo mestre Zen, Bokuju, um dia estava passando por uma rua numa aldeia.
Alguém se aproximou dele e atingiu-o com um pau.
Ele caiu, e com ele, o pau também.
Bokuju levantou-se e apanhou o pau.
O homem que o atingiu estava fugindo.
Bokuju correu atrás dele, chamando-o: "Espere, leve o seu pau com você!"
Ele seguiu-o e deu-lhe o pau.

Uma multidão reuniu-se para ver o que estava acontecendo, e alguém questionou Bokuju: "Esse homem atingiu você, e você não disse nada!"

Relata-se que Bokuju respondeu: "Um facto é um facto.
Eu fui atingido, só isso.
Aconteceu que ele era o batedor e que eu fui o atingido.
Tal como se eu estivesse passando debaixo de uma árvore, ou sentado sob uma árvore, e um ramo caísse.
O que vou fazer?
O que posso fazer? "

Mas a multidão disse: "Mas um ramo é um ramo, e este é um homem.
Não podemos dizer nada a um ramo, não podemos castigá-lo.
Não podemos dizer a uma árvore que é má, porque uma árvore é uma árvore, ela não tem mente."

Bokuju disse: "Para mim, este homem também é apenas um ramo.
E se eu não posso dizer nada à árvore, por que eu deveria me preocupar em dizer alguma coisa a este homem?
Aconteceu.
Não vou interpretar aquilo que aconteceu.
E isso já aconteceu.
Por que se preocupar com isso?
Está acabado, terminou.

Esta é a mente de um mestre - sem escolhas, sem perguntas, não dizendo que isto devia ser assim e que aquilo não devia ser assim.

Tudo o que quer que aconteça, ele aceita-o na sua totalidade.
Esta aceitação dá-lhe liberdade, esta aceitação dá-lhe a capacidade de visão.
Estas são as doenças oculares: deves, não deves, as divisões, os julgamentos, as condenações e as apreciações. 2




Fontes:
1. Osho / Inspirational Stories / Facebook
2. A Mente De Um Mestre:
Osho
Vedanta: Seven Steps to Samadhi 
http://zenthefirstprinciple.blogspot.pt/2011/07/
(tradução livre)

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