Shankara - O Atman é Brahman




"Uma firme convicção, baseada na compreensão intelectual, de que os ensinamentos das escrituras e de um mestre são verdadeiros - a isto os Sábios chamam de , que leva à realização da Realidade."

Shankara


Segundo a tradição, Shankara (788-820 d. C.) foi uma das almas mais excelsas que já encarnaram neste planeta, chegando a ser considerado uma encarnação do deus hindu Shiva. Sua vida encontra-se envolta em mistérios e prodígios que a tornam semelhante às de outros insignes mestres espirituais da humanidade, como Jesus, Moisés e Buda. Diferentemente destes, contudo, Shankara não foi o fundador de uma religião, mas o renovador de uma, no caso o Hinduísmo. Outras grafias do seu nome são: Sancara, Sankaracharya, Sancaracarya, Shankaracharya, Sankara, Adi Sankara, Adi Shankaracharya e Adi Shankara, sendo também chamado de Bhagavatpada Acharya (que significa "o Mestre aos pés do Senhor").


SHANKARA 
O ATMAN É BRAHMAN


(Nota: Este texto é fruto de uma tradução livre, portanto, se quiser tirar alguma dúvida Clique aqui para aceder à Wikipédia para aceder a um texto muito bom sobre Shankara e o advaita vedanta.)


Shankara foi um metafísico, teólogo, monge errante e mestre espiritual indiano. Foi um dos mais influentes pensadores da filosofia Vedanta. Ele escreveu comentários sobre os Upanishads, o Bhagavad Gita e os Brahma Sutras, entre outros textos e livros que escreveu, destancando-se o Viveka Chudamani (A joia suprema do discernimento). Ele foi o principal formulador doutrinal do Advaita Vedanta (não-dualista), explicando a unidade de Brahman (o Eu universal) com o Atman (o Eu individual [não o ego]). Este ponto de vista foi mais tarde oposto pelo Dvaita Vedanta (dualista), que ensinou que existe uma diferença fundamental entre Atman e Brahman.

O Vedanta é uma escola de filosofia hindu que se baseia nos ensinamentos dos Upanishads. Os Upanishads são antigas escrituras Hindus que constituem a secção final dos Vedas. Assim, os Upanishads também foram chamados de Vedanta. Vedanta literalmente significa "fim dos Vedas" (Conclusão dos Vedas). A filosofia Vedanta interpreta e desenvolve os ensinamentos dos Upanishads.

Os três principais ramos da filosofia do Vedanta são:
1) Advaita (ou seja, o não-dualismo), que é representado pelos ensinamentos de Shankara,
2) Visishtadvaita (isto é, não-dualismo qualificado), que é representado pelos ensinamentos de Ramanuja (c. 1056-1137), e
3) Dvaita (ou seja, dualismo), que é representado pelos ensinamentos de Madhva (c.1197-1276).

Shankara argumentou que Brahman é um ser indiferenciado, e que Brahman e o Atman são uma unidade (monismo puro: Só Brahman existe. O Atman é Brahman, e o mundo é uma aparência de Brahman em Brahman).
Ramanuja argumentou que Brahman é uma unidade, mas que tem duas formas, o Eu e a matéria. (monismo qualificado: Só Brahman existe mas com qualificações distintas. O Atman é uma parte de Brahman mas com diferentes qualidades. O mundo é o corpo de Brahman).
Madhva argumentou que Brahman é um ser diferenciado e que é diferente do Eu e da matéria (Deus, o Atman e o mundo são distintos)*.

Os ensinamentos básicos de Advaita Vedanta ensinam que Brahman (ou a última realidade) é não-dual, que Brahman e Atman são uma unidade, e que a aparência da pluralidade no mundo fenomenal é ilusória, e essa ilusão (maya) é a má interpretação da aparência como sendo a realidade.

Para Shankara, Brahman é único e a única realidade. Brahman é Ser, Consciência e Felicidade. Brahman é infinito, sem forma e perfeito. Brahman é omnipresente e omnisciente. Brahman é o eterno e imutável Eu (Ser, o Si Mesmo).

Shankara explica que Brahman pode ser conhecido através da leitura das escrituras, mas que não pode ser percebido pelos sentidos. Não pode ser expresso ou descrito, porque transcende nomes, classificações ou caracterizações. Não pode ser conhecido pelo raciocínio, mas a sua existência pode ser apreendida intuitivamente.

Shankara ensina que Brahman é a fonte dos Vedas, e que a leitura dos Vedas é um meio correto de conhecimento de Brahman. A unidade absoluta de Brahman transcende quaisquer conceitos de dualidade ou pluralidade. Brahman é uma realidade universal, e que é absolutamente indivisível. Brahman é omnipotente e omnisciente. Brahman é não nascido (sem começo) e é infinito (sem fim). Brahman é a fonte de todos os seres.

Shankara explica que podemos saber que Brahman existe, assim como podemos saber que o Eu existe (Adhyaya I, Pada 1, Sutra 1). Conhecer Brahman é conhecer o Eu, e conhecer o Eu é conhecer Brahman. A consciência da existência do Eu é também a consciência da existência de Brahman. O conhecimento perfeito é uma verdadeira compreensão da unidade do Eu individual (ou seja, Atman) e do Eu universal (ou seja, Brahman).

De acordo com Shankara, o Atman é o espírito do Eu, e é o espírito do ser individual. Atman não é o ego ou a personalidade individual. O ego é uma forma da alma individual, e a alma individual (ou jiva ) é uma aparência de Atman. No entanto, a aparência de Atman não deve ser confundida com a realidade de Atman. A realidade de Atman é que na verdade não é diferente de Brahman.

Shankara ensina que o Atman é o Eu de todos os seres individuais. O Atman é incriado e eterno. Pode morar dentro de um corpo, mas não depende da existência de um corpo. O conhecimento errado pode ser produzido pela falsa perceção de que o Eu realmente pertence a um corpo.

De acordo com Shankara, a encarnação do Eu é uma ilusão. A alma encarnada é somente uma aparência ilusória do Eu. O Eu não é alterado por quaisquer transformações físicas que possam afetar a alma encarnada. O Eu continua a existir mesmo após a existência do corpo. O Eu não está sujeito ao samsara (ou seja, ao ciclo interminável de nascimento, vida e morte).

Shankara ensina que a mente ou o corpo não é o Eu, e que a mente ou o corpo é apenas uma aparência mutável do Eu. Acreditar que a mente ou o corpo é o Eu é tentar sobrepor o Não-Eu no Eu. Esta superposição do Não-Ser (ou seja, Anatman) sobre o Ser (ou seja, Atman) é causada por conhecimento incorreto ou ignorância de Brahman. O conhecimento correto pode ser demonstrado pela capacidade de distinguir entre o Não-Eu e o Eu, e pela capacidade de evitar sobrepor o Não-Eu sobre o Eu ou o Eu sobre o Não-Eu.

Shankara enfatiza que avidya não é apenas nesciência (ignorância ou falta de conhecimento), mas também é conhecimento incorreto ou ilusório. Avidya leva à tendência de sobrepor a pluralidade sobre a unidade de Atman e Brahman. O conhecimento correto (Vidya [Sabedoria, Gnose]) leva a uma verdadeira compreensão da unidade absoluta de Atman e Brahman

Shankara ensina que a existência da alma encarnada (ou jiva) é apenas aparente, e que a alma encarnada é realmente o produto da nesciência (ignorância). A aparência da alma é o efeito da nesciência, mas, na verdade a alma não é senão Brahman (II, 3,50).

Shankara também ensina que se o Eu é conhecido, Brahman é conhecido. Em Brahman não há dualidade entre o conhecedor e o conhecido. Em Brahman não há dualidade entre sujeito e objeto. Qualquer dualidade entre sujeito e objeto no mundo empírico (este mundo fenoménico) é o efeito de não termos conhecimento (avydia, ignorância) da unidade absoluta de Brahman.

De acordo com Shankara, Brahman não pode se tornar um objeto de perceção sensorial. No entanto, qualquer coisa que seja percebida pelos sentidos depende de Brahman. Embora, o próprio Brahman não seja um objeto empírico, todos os fenómenos empíricos dependem dele para a sua realidade empírica. Assim, qualquer que seja a realidade que pertence aos fenómenos empíricos depende do grau em que manifestam a unidade absoluta de Brahman. A aparência da pluralidade no mundo empírico é um efeito de maya , e é ilusória.

Para dizer que a aparência da pluralidade no mundo empírico é ilusória não é dizer que o mundo empírico não existe. O que Shankara está dizendo é que o mundo empírico depende da existência de Brahman. Portanto, o mundo empírico não possui uma realidade independente.

Shankara explica que a maneira pela qual Brahman pode parecer mutável ou divisível, poderá ser semelhante ao modo como uma corda poderá parecer ser uma cobra. A pluralidade de aparências do mundo empírico pode ser confundida com Brahman, assim como uma corda pode ser confundida com uma cobra (II, 1,14).

Shankara explica que o conhecimento do mundo empírico não deve ser confundido com o conhecimento da realidade última. O conhecimento do mundo empírico tem a mesma relação com o conhecimento de Brahman, que os "fantasmas" de um sonho têm para a consciência da realidade de um indivíduo quando acorda (II, 1,14). A ignorância (avidya) de Brahman pode consistir em não saber a diferença entre o mundo empírico e o mundo da realidade última.

De acordo com Shankara, maya é a tendência equivocada de considerar a aparência como realidade. A tendência inconsciente de perceber o mundo das aparências como o mundo da realidade última, fornece uma forma ilusória de conhecimento. Este conhecimento ilusório ou errado do mundo fenomenal pode ser "sublinhado" ou corrigido pelo conhecimento correto de Brahman.

Shankara explica que maya esconde Brahman, e que cria a pluralidade de fenómenos que caracterizam o mundo empírico. Maya nos permite desenvolver conceitos diversos do mundo empírico e sustenta o mundo como uma aparência de Brahman. No entanto, qualquer conhecimento empírico que possamos alcançar do mundo pode ser sublinhado e corrigido pelo conhecimento direto e intuitivo de Brahman.

Assim, Shankara argumenta que existem dois tipos de conhecimento:

1) O conhecimento inferior, pelo qual o mundo fenomenal é apreendido, e

2) O conhecimento superior, pelo qual Brahman é compreendido.

De acordo com Shankara, o tempo, o espaço e a causalidade pertencem ao mundo empírico, mas não pertencem a Brahman. Brahman transcende o tempo, o espaço e a causalidade. Brahman não é causado por nada, e o conceito de Brahman como a causa da pluralidade de suas próprias aparências pode ser o resultado da nesciência (ignorância).

Shankara também acredita que Deus é Brahman, apenas na medida em que Brahman se refira ao mundo da existência (Como um aparente criador [Ishvara], de uma aparente criação). Enquanto que o próprio Brahman é sem qualquer causa ou qualquer efeito. Deus (Ishvara) é a causa material, bem como a causa operativa, do mundo da existência (Aparente).

Para Shankara, Deus (Ishvara) é o criador do mundo e é o governante do universo. O universo é uma aparência de Brahman. Assim, Deus também é o ser supremo que causa e dirige o desdobramento do universo.

Shankara afirma que Deus (Saguna-Brahman [Ishvara]) tem atributos, mas que Aquele Brahman (Nirguna-Brahman) É sem atributos.

De acordo com Shankara, ser e não-ser, a vida e a morte, a existência e a não-existência jamais são condições limitativas do Eu universal. A pluralidade de condições da alma individual não são mais que aparências ilusórias do Eu eterno e imutável.

Shankara ensina que a libertação espiritual (Moksha) é alcançada por meio do conhecimento do (verdadeiro) Eu individual. A alma individual é mantida em servidão ao corpo pela ignorância do Eu individual, mas é libertada do corpo pelo conhecimento do Eu individual. Moksha é libertação do samsara (ou seja, o ciclo sem fim da existência migratória). A alma liberta habita em perfeita unidade com o Eu eterno e imutável.

Shankara também ensina que Moksha não depende da ação, mas que depende do Autoconhecimento. Moksha é a liberdade de avidya (ou seja, da ignorância do Eu). Moksha também é libertação da escravidão de maya (ou seja, as aparências ilusórias dos fenómenos empíricos) e é liberdade da tendência de sobrepor o Não-Eu sobre o Eu ou o Eu sobre o Não-Eu.

Para Shankara, o conhecimento (Jnana) é mais importante do que a ação (Karma) como meio de libertação ou salvação espiritual. O amor e a devoção, a conduta correta e a boa ação são importantes como métodos de preparação para a libertação espiritual, mas a disciplina do conhecimento (Jnana Yoga) é o caminho correto para obter uma compreensão intuitiva da unidade absoluta de Atman e de Brahman.

Nota:
*As escolas da Vedanta
Vedanta é a tradição espiritual explicada nos Upanishads. Um conjunto de textos que compõe o final dos Vedas e que tratam da natureza interior do homem e que lida com os aspetos da autorrealização, onde procuramos entender a natureza da Realidade Última, chamada Brahman.

A tradução da palavra Vedanta é “o final de todo conhecimento”. No entanto, uma tradução mais profunda pode ser feita, tornando a palavra “conhecimento interior” (ou do Ser).

A tradição da Vedanta é baseada em leis espirituais imutáveis, comuns a todas as religiões ou tradições espirituais e tem como objetivo a conquista da Consciência Cósmica. É portanto, uma filosofia de cunho Universal ou universalista.

De forma mais didática podemos dizer que a palavra Vedanta é composta por duas outras, a saber:

veda = “conhecimento” + anta = “fim, conclusão”: “o ponto culminante do conhecimento”
veda = “conhecimento” + anta = “essência”, “núcleo”, ou ainda “interior”: “a essência dos Vedas” ou “ o conhecimento interior (esotérico)”.
A Vedanta também é conhecida como Uttara Mimamsa, ou a “última” ou “investigação elevada”.

Há também a filosofia conhecida como Pūrva Mimamsa, geralmente chamada apenas de Mimamsa e que lida com explicações de sacrifícios e uso dos mantras na parte conhecida como Samhita dos Vedas e dos Brahmanas. Já a Vedanta lida com os ensinamentos esotéricos dos Aranyakas (“escritos da floresta”) e dos Upanishads, compostos aproximadamente entre 9 A.C. e 8 D.C.

A filosofia Vedanta foi formalizada por volta do 200 A.C. com o surgimento do tratado “Vedanta Sutra”, composto pelo grande Sábio Vyasa, também conhecido como Badarayana.

O texto é conhecido por vários outros nomes como “Brahma Sutra”, “Vyasa Sutra”, “Badarayana Sutra” e “Vedanta Darshana”.

Por causa de sua linguagem esotérica, várias interpretações diferentes surgiram com relação ao texto, dando origem a várias subescolas de pensamento, cada uma clamando por ser a interpretação correta do texto original. No entanto, todas as sub-escolas concordam em pontos comuns como, por exemplo, o abandono dos rituais secos em favor da prática da meditação, fundamentada no dharma e em um sentimento amoroso, que traz ao praticante a certeza da bem-aventurança vindoura no final do processo discriminativo.

Todas as subescolas derivam seus conhecimentos primariamente dos Upanishads.
O foco principal da filosofia contida nos Upanishads, de que a Realidade Última, chamada Brahman, é absoluta, imutável e sempre a mesma, é o núcleo da Vedanta.

Com o passar do tempo, muitos sábios interpretaram a sua maneira os Upanishads e o Vedanta Sutra, escrito pelo sábio Vyasa.

É importante salientar que essas interpretações eram pertinentes ao tempo e contexto em que os sábios viviam.
Dessas interpretações, podemos ressaltar seis como sendo as mais importantes e dessas seis, três como sendo as mais proeminetes: Advaita Vedanta, Vishishtadvaita and Dvaita.

Advaita Vedanta : Essa interpretação foi proposta pelo sábio Adi Shankara e seu Guru Gaudapada.
De acordo com essa escola de Vedanta, Brahman é a única realidade e o mundo, como ele nos aparece, é ilusório. Essa linha de pensamento deu origem ao conceito de Ajativada ou não-criação.

É pela ação de um poder ilusório de Brahman, chamado Maya, que o mundo surge.
Ela afirma que a causa de todo o sofrimento existente no mundo é o esquecimento, através da ignorância, da Realidade Última, Brahman. Sendo assim, apenas o conhecimento de Brahman pode nos trazer a libertação.

Essa filosofia nos explica que, quando tentamos compreender Brahman através da mente, ele (Brahman) aparece a nós como Ishvara (o Senhor, Deus no sentido de Criador, o Pai), separado da criação e dos indivíduos. No entanto, os proponentes da filosofia nos dizem que, em verdade, não há diferença entre a alma individual (muitas vezes chamada de Atman) e Brahman.

A emancipação ou libertação estaria no conhecimento dessa não-dualidade (advaita). Assim, o caminho final rumo à libertação só poderia ser conquistador através de Jñana ou sabedoria.

Vishishtadvaita: Essa subescola foi proposta pelo sábio Ramanuja e tem como principal ensinamento a ideia de que a alma individual, o Atman é uma parte de Brahman, ou a Alma Cósmica. Assim, mesmo sendo similares, ambas não são idênticas.

Enquanto a Advaita Vedanta nega qualquer tipo de atributo a Brahman,  essa escola prega a existência de atributos em relação à Brahman, como por exemplo o conceito de almas individuais e o do mundo fenoménico.

Portanto, para a Vishishtadvaita, Brahman, as almas individuais e a material são coisas distintas.

Enquanto a Advaita Vedanta prega a Jñana Yoga como caminho para a liberação, essa escola propõe o caminho de Bhakti ou devoção a Deus como forma de libertação. Na maioria das vezes (mas não em todas, importante frisar) a devoção é direcionada ao segundo aspeto da trindade hindu, chamada Vishnu, e a seus avatares ou encarnações.

Dvaita: O pensamento Dvaita foi proposto por Madhva e relaciona Deus à Brahman e este a Vishnu, mais precisamente na figura de Krishna, que segundo a tradição, é a oitava encarnação de Vishnu.

Para o pensamento Dvaita, Brahman, todas as almas individuais (jivatman) e a matéria são ambos eternos e ao mesmo tempo entidades separadas.

Um aspeto muito interessante dessa filosofia é a negação da existência de Maya (no sentido de não-existência, ilusão), apesar de o próprio Krishna, no Baghavad Gita, pregar a existência dela.

Essa  também prega o caminho de Bhakti como sendo a senda para a libertação.

Ao contrário do que vemos na escola Advaita, aqui se sustenta que a diferença está na natureza da substância (composta pelos gunas). Por causa disso, muitos chamam essa escola de Tattvavâda.

Segundo essa subescola, existem cinco diferenças, a saber:

1.Entre Brahman e a alma individual
2.Enrte cada alma individual
3.Entre Brahman e a matéria (prakriti)
4.Entre a alma individual e a matéria
5.Entre os fenômenos materiais (matéria x matéria)
6.Outro aspecto importante dessa filosofia é a sua visão sobre o sistema de castas exposto nos Vedas.

Segundo o Dvaita, as castas não são determinadas pelo nascimento e sim pela tendência da alma.

Um brâmane pode nascer na casta dos párias e vice-versa.
Em verdade, o sistema de Varna ou castas é determinado pela natureza da alma, e não pelo nascimento.

Hoje o sistema se encontra deturpado e mantido apenas por questões discriminatórias.



 Adi Shankaracharya
(Estatueta 

de mármore branco) 

O primeiro parágrafo após a citação inicial retirei da Wikipédia
O restante texto é uma tradução livre (com o auxílio do tradutor google) de:

Comentários

Mensagens mais visualizadas dos últimos 7 dias