O Poder do Ser - Siddharameshwar Maharaj


Sri Siddharameshwar Maharaj 


"Quando a atenção é desviada do Ser para os objetos, isso é chamado de começo do eclipse. Essa é a ilusão. Isso é a mente." - Siddharameshwar Maharaj 


O PODER DO SER

Siddharameshwar Maharaj foi dos maiores santos desta era, e que atingiu a mais alta abóbada da paz Eterna, a Autorrealização. Ele nasceu em agosto de 1888 na pequena aldeia de Pathri, no distrito Sholapur da Índia.

Ele não frequentou durante muito tempo a escola, mas desde muito novo ele foi considerado como um jovem muito inteligente.

Aos dezasseis anos, ele já trabalhava como contabilista em Bijapur, e foi aqui que conheceu o seu mestre, Bhausaheb Maharaj. Bhausaheb Maharaj ensinava meditação aos seu discípulos. O seu principal objetivo era que os seus discípulos atingissem a Autorrealização ou Última Realidade  através da meditação. Este método foi chamado o Caminho da Formiga.

Após o falecimento do seu mestre em 1914, Siddharameshwar Maharaj concentrou a sua atenção nos ensinamentos do seu mestre. Em 1918, ele renunciou ao mundo e juntou-se a mais quatro discípulos para popularizar os ensinamentos do seu mestre. Em 1920, quando ele viajava para popularizar os ensinamentos do seu mestre, ele teve o conhecimento de que se deveria ir além da meditação, porque a meditação, na sua opinião era apenas parte integrante de um estágio inicial do progresso para autorrealização. Os outros quatro discípulos discordaram dele, dizendo que Bhausaheb Maharaj nunca havia ensinado isso.

Ele concordou com eles, mas reiterou: "Tudo bem! Mas não se pode ir além disso?" Ele decidiu seguir esse caminho árduo por conta própria e voltou para a sua casa em Bijapur. Ele disse: "Eu alcançarei a Realidade suprema mesmo que isso custe a minha vida", e começou a meditar numa colina na aldeia. Ele continuou a meditar sem qualquer pausa durante os nove meses seguintes sem qualquer pausa, e os seus esforços foram finalmente recompensados.

Ele então explicou que embora tenha alcançado a autorrealização através da meditação, pode-se alcançar a autorrealização através do Vihangam Marg, o Caminho do Pássaro (um pássaro voando pelo céu, pousa na árvore e bica as frutas começando a comer. Isto é, seguindo e confiando nos ensinamentos e na palavra do mestre.).

A ignorância chegou a nós por ouvirmos e pensarmos, assim também, e da mesma maneira, a ignorância partirá ao contemplarmos, e confiando na palavra e nos ensinamentos do nosso mestre. A ignorância não consiste em nada além de pensamentos, e se todos os pensamentos puderem ser absorvidos na Realidade, podemos alcançar a única Realidade.

Em 1925, ele começou a ensinar o Vihangam Marg, passo a passo. Primeiro ele ensinou aos seus discípulos o conhecimento da Realidade e depois pediu-lhes que renunciassem a tudo, inclusive ao próprio ato da renúncia. Ele ensinou-lhes que a devoção unidirecionada pela Unidade e pela não-diferenciação inevitavelmente leva à Realidade. Ele sempre usou uma linguagem muito simples e lúcida, dando meros exemplos da vida quotidiana para facilitar a compreensão da Realidade absoluta.

De 1925 a 1936, ele ensinou muitos discípulos e ajudou muitos deles a alcançarem a autorrealização. Os seus ensinamentos foram divulgados pelo mundo pelos seus discípulos mais reverenciados, como Ranjit Maharaj, Nisargadatta Maharaj, Muppin Kaadsiddheshwar Maharaj e Ganapatrao Maharaj Kannur. O santuário do seu samadhi está atualmente localizado em Banganga, Walkeshwar, em Bombaim (atualmente Mumbai).

Em setembro de 1936, aos 48 anos, o seu corpo contraiu uma infeção letal e, em 9 de novembro, Siddharameshwar Maharaj faleceu em Bombaim.


Bhausaheb Maharaj (1843-1914)


O CONHECIMENTO OBJETIVO

Os homens certamente alcançam a Realidade [Brahman] através da devoção ao Ser. Todas as dúvidas são dissipadas e todos os problemas relacionados à vida mundana são resolvidos através do autoconhecimento. Essa é a minha experiência. A resposta para a questão "quem sou eu?" revelará a verdadeira natureza da pessoa. Aquele que tem o desejo do seu bem-estar, de ser libertado do cativeiro mental, para adquirir o conhecimento do Ser, e mais cedo ou mais tarde, evitará o nascimento e a morte. Somente o homem tem a capacidade de pensar e de entender a sua verdadeira natureza. Alcançar a autorrealização é cumprir o nosso dever, que é o mesmo que viver como a Realidade, enquanto se está na forma humana. Aquele que reside em cada coração é a Realidade e só Ele é real. Aquele que se refugia naquilo que é visto (objetos) perece, e aquele que se refugia na Realidade alcança a paz Eterna.

Todas as aparências são ilusões e somente a testemunha é a Realidade. Aquilo que é visto é falso porque é visível (e depois invisível; não é permanente). O vidente individual (sujeito) apenas permanece enquanto os objetos são considerados como se realmente existissem. Realmente não existe nada que separe o vidente daquilo que é visto no mundo. Tudo aquilo que é visto é uma ilusão criada pelos olhos. Num espelho, um rosto é visto, mas o facto é que apenas existe um "você". Aquele que adora o Ser tornar-se-á o Ser porque você se torna aquilo que adora. O mundo mortal é apenas poeira, então porque adorá-lo?

Quando o conhecimento objetivo chega ao fim, o vidente individual não sobrevive como um vidente. Nesse momento, o orgulho do "eu" simplesmente se derrete. Como o ser individual é apenas conceitual, também o vidente o é. Se você chama a esta cidade de "Bombaim", ela aparecerá como Bombaim; se você chamá-la de terra, ela aparecerá como terra. Tudo depende do conceito do vidente. Se você chamar um objeto de cadeira, será uma cadeira; Se você chamá-la de madeira, será madeira. Se você chamar tudo de Realidade, então tudo é a Realidade. Se você chamar de mundo, então será o mundo. A perceção dos objetos depende do conceito do vidente. Mas a Realidade está além do conceito e nenhum conceito pode captá-la.

Existe uma mulher a quem um homem chama de "esposa", outro homem chama essa mesma mulher de "irmã" e um terceiro chama-a de "filha". Na verdade, ela realmente não é nada além de um pedaço de carne e de osso. Tudo aquilo que você dá um nome vem a existir. Tudo é conceitual e depende do conceito do vidente. O mundo e os seres nele são conceituais. O "vidente" que considera o mundo como sendo ser real é o ego, e esse ego precisa ser erradicado. Se o ego desaparecer, então apenas a Realidade permanece.

O Rei Dhrutarashtra do Mahabharata era cego. Ele deu nascimento a cem filhos chamados Kauravas e tinha muito orgulho deles. Todos aqueles que consideram o corpo como a si mesmo são o Dhrutarashtra cego. Ele é também aquele que é chamado Ravana, um demónio existente no livro mitológico Ramayana. Deve-se ter a sensação de que todos os objetos são falsos e que só a Realidade existe. Todos os objetos são demónios, e porque você lhes dá o estatuto de demónios, você é o Rei Ravana. Ravana não é o Rei de verdade. Ele não é o Senhor. Mas como você considera os objetos como sendo verdadeiros, você se torna Ravana. Você tem que se livrar desse Ravana, desse "eu" (ego). O "eu" não existe. Livrar-se do "eu" pode ser considerado como uma morte desejosa.

No Ramayana afirma-se que Ravana era um grande devoto do Senhor Shiva e a pedido de Ravana, Shiva deu-lhe a bênção de uma morte desejosa. Ravana rege mais de quatorze regências [isto é, os catorze sentidos: cinco de conhecimento e cinco de ação, a mente, o intelecto, a consciência (seu reflexo) e o ego]. Quando Deus governa a terra, os demónios vão para as regiões mais baixas, e quando os demónios dominam a terra, Deus vai embora e faz penitência. Se os objetos são considerados como sendo verdadeiros, isso significa que os demónios estão governando e que Deus não está presente. Não existe vestígio d'Ele. Mas, quando Deus se torna vitorioso [isto é, quando existe a determinação ou o sentimento de que todos os objetos são irreais], então o demónio "eu" também desaparece. Quando o ego é destruído, então tudo é a Realidade. É preciso praticar constantemente que o "eu" e todos os objetos são irreais.

Um ser Autorrealizado sente que tudo é a Realidade. A comida, o banco de madeira em que se senta enquanto toma as refeições, o comer e a água são apenas manifestações (expressões) da Realidade. Tudo é a Realidade. Você deve estudar e praticar isto. Então será estabelecido o reino de Deus.

A realidade não tem atributos: não tem cor, não tem música, não é amarela nem é preta, etc. O ghee (manteiga purificada) que é líquido e o ghee que é sólido são o mesmo, da mesma forma que a água e o gelo são o mesmo . Quando uma semente encontra a terra, acontece um aumento da consciência.

Tudo aquilo que que você vê e percebe não é nada além da Realidade. Tudo aquilo que você vê é apenas a consciência qualificada, tal como acontece quando você percebe que pulseiras, anéis ou braceletes são apenas ouro.

Você deve parar de insistir que só o bem deve acontecer a esse corpo. Você se tornou o corpo físico porque apenas um corpo pode ser um objeto no seu conceito. Os servos e os empregados devem ser considerados como Deus. Não existe uma Realidade com qualidade e outra sem qualidade. Tudo é Govinda (Deus). Porque categorizamos todos os objetos, existe o ego. Você percebe a esposa como esposa, a filha como filha, o cavalo como cavalo e o cachorro como cachorro. Todos eles são a Realidade. Não há necessidade de alterar a forma dos objetos. Apenas a atitude do vidente deve mudar. A Realidade é sempre a mesma, mesmo quando se está num estado com atributos. Você deve ver a Realidade em qualquer estado que ela exista. Até mesmo os átomos e as moléculas de uma cadeira são todos o Senhor Krishna (A Realidade). Uma vez que essa atitude seja tomada, você mesmo será a Realidade. Mesmo que a pessoa durma, desperte ou se desloque, ela (realmente) não dormiu, não acordou, não andou ou não fez nenhuma refeição. Quando tudo é a Realidade quem está comendo e dormindo? Aquele que não tem qualidade e aquele que tem qualidade e que fala são ambos Deus. Quer um rei esteja sentado no trono ou caçando, ele é sempre um rei. Aquele que está andando e falando é o ídolo da consciência.

Alguém se torna um devoto quando dá nomes a objetos diferentes, bem como a si mesmo, e alguém é um santo ou o Ser Supremo [Paramatman], quando se olha para toda a criação como sendo a Realidade Suprema [Parabrahman]. Esquecer o Ser Supremo enquanto se come é como transformar a comida em porcaria. Os bichos-da-seda são melhores, porque o uso da seda feito dos seus casulos é usado pelos sacerdotes enquanto adoram a Deus?

Aqueles que desejam os infernos podem digerir o inferno. Os Deuses e os demónios estão bem aqui. Juntos, os deuses e os demónios agitaram o oceano do mundo, que produziu néctar e vinho. O Senhor Vishnu deu o néctar aos deuses e o vinho aos demónios. Dizer "Vishnu fez isso" significa que a consciência interior fez isso. Tanto o néctar quanto o vinho estão bem aqui. Está nas nossas mãos beber o néctar e se tornar Imortal. Aquele que "desperta" alcança a Realidade. Todos são Deus. Que todos sejam felizes. Se você praticar isto e levar isto a sério, então sua perceção será: "Tudo é a Realidade". É preciso regar uma planta até que ela crie raízes, e depois, ela crescerá sozinha. Você deve persistir na sua prática até alcançar a Realidade.


Lorde Dattatreya



A REALIDADE

A Realidade é Uma e somente Uma, sem qualquer dualidade. A Realidade é apenas Uma, além d'Ela, nada mais existe. Então, por que Ela aparece como um universo inteiro? Saiba que existe apenas o ouro nas mais variadas joias, e nada mais. Somente depois é que eles são chamados de pulseiras, anéis, colares, etc. Eles são todos diferentes, mas o seu substrato é apenas o ouro e nada mais.

Portanto, o que aparece posteriormente é irreal. Mesmo que muitas formas sejam moldadas no ouro, quando o dobram e o torcem, você sabe perfeitamente que nada mais são do que ouro. Os nomes e as formas são apenas aparências transitórias no substrato, e portanto são irreais. Por que chamamos alguém de Haralal (diamante)? Apenas para localizá-lo, porque ele não excreta mais diamantes. O mundo dos nomes e das formas é irreal, somente a consciência é real.

Se o substrato é o ouro, a cor e a profundidade são as mesmas. Mesmo que um camelo seja feito de ouro, é somente ouro e nada mais, e mesmo que o Senhor Vishnu seja feito de ouro, ainda e sempre, é ouro, e nada mais. Em tudo isto, apenas o ouro existe.

A Existência é omnipresente, mesmo nos objetos inanimados, como por exemplo as simples cadeiras. Numa cadeira, é apenas a madeira que existe. Da mesma forma, neste mundo tudo o resto é apenas conceitual. Não há mais nada além da Realidade. Devemos observar sem categorizar a Realidade, e então, o "vidente" não será mais. O "eu" (ego) deve ser arrancado pela raiz. Este é o propósito de toda a luta no Vedanta. Porque o "eu" é como Rahu e Kehi, os dois demónios que engoliram o sol inteiro. (Na Índia, quando ocorre um eclipse solar, as pessoas dizem que o sol foi engolido por esses dois demónios.)

O próprio Sol não deixa de brilhar na casa de um "intocável". Você, é luminoso como o Sol, mas o "eu", o Rahu, veio para eclipsá-lo. O Ser está sempre brilhando, mas é engolido pelo "eu".

Quando o ego desaparece, esse é o sinal exato da experiência última. O ego não é a Realidade, mas aparece como tal. Tudo é Consciência. Não é necessário dizer "eu sou a Realidade". Nascimento e morte pertencem apenas a este "eu". Os cinco elementos, assim como a Consciência, são exatamente como são, mas é apenas o corpo subtil que se autodenomina "eu", e que está cheio de desejo acaba por sucumbir à morte. Quando alguém nos diz "Wamanroa morreu", significa apenas que um nome e uma forma estão mortos. Ele apareceu, e consequentemente, ele desapareceu. Erradique da sua mente que você é um "eu" em particular. Esse é o sinal do Conhecimento. Aquele que diz: "eu sou aquele que experiencia" é devorado por Rahu e permanece enredado na ilusão.

É a mão que se levanta, mas é você quem diz "eu levantei a mão". Os olhos veem, mas é você quem diz "eu vejo". O nariz cheira, mas é você quem diz "eu cheiro". Tudo isso provém do poder do Ser, e no entanto, você diz: "eu fiz". Esse poder pertence somente a Deus. Quem é esse ego arrogante, esse "eu"? Ele não tem nenhum lugar no palácio, mas uma vez que é admitido lá dentro, ele subjuga o rei e afirma a sua própria existência e autoridade. Mas, depois de alguma investigação, a existência deste ego é facilmente refutada. Então o rei, finalmente reafirma: "Eu sou a Realidade". Existe algo sobre esta condição real - a Felicidade. Se passarem a haver dois, então haverá dor. Onde existir Um, existe a Felicidade.

Um aspirante, invariavelmente, um dia se depara com a seguinte questão: "Continuarei a governar a minha casa ou devo sair dela?" Se alguém governa uma casa ou sai dela, isso não representa nada. Não faz sentido usar uma guirlanda de flores ao redor do pescoço e ainda ter uma onda de raiva no coração. Se alguém não está atento ao seu Eu interior, qual é o valor do uso do manto colorido de açafrão (renúncia)? As árvores, os tigres e os pássaros não vivem numa casa, mas isso significa que eles se tornaram santos? Qual é a sua utilidade se alguém não está atento ao seu próprio Eu interior? Devemos  estar alerta. O conhecimento objetivo deve ser provado como sendo conhecimento irreal. Todos os assuntos que estamos seguindo no mundo devem ser provados como sendo irreais e aquilo que foi tomado como sendo irreal (o Ser) deve ser experienciado como sendo a Verdade.

Qual é a utilidade da busca se não estamos desapegados (do mundo) internamente? A nossa atitude deve mudar. Saber que tudo isto (a existência manifestada e que está em movimento) é falso, é um ato de grande bravura. Devemos ser desapegados dentro de nós mesmos. Uma vez que se aprende a não nos envolvermos ou a renunciarmos, a pessoa acaba por receber a experiência. Em qualquer circunstância ou em qualquer estado em que se esteja, a pessoa deve ser desapegada. Viva como você quiser, mas renuncie internamente.

Os objetos não são verdadeiros. É preciso desviarmos deles a atenção da mente e cultivarmos a atitude de que o Ser é a Realidade. Se nós ainda consideramos o corpo físico composto pelos cinco elementos como sendo benigno, um dia compreenderemos que eles são perigosos. Mesmo quando já se considera que apenas o Ser é que nos pode trazer felicidade, a grande ilusão (maya) tenta-nos e nos transporta de regresso à nossa condição anterior. Somente quando alguém permanece estável no Ser, com o corpo, com a fala e com a mente, é que se pode alcançar esse Conhecimento. Podemos fazer tudo aquilo que quisermos, adornarmo-nos com ouro, usarmos roupas caras, mas a Graça do Guru só vem a nós quando consideramos tudo isso como sendo irreal. Se alguém ainda não é verdadeiramente um renunciante (de maya), todos os esforços se tornarão inúteis.

Pode-se usar ouro, prata, ou roupas muito caras, mas não há esperança de sentir alegria nesta vida. Um ser humano nunca pode obter paz através de qualquer uma dessas coisas.

O Ser só fala da Verdade e se comporta exatamente da mesma maneira com o seu corpo, fala e mente.

Se alguém pensa "eu sou o corpo", então ele vai falar somente do corpo. Assim como é a flor, assim também é a sua fragrância. Quando você está neste mundo, você deve estar como se você não estivesse neste mundo. Para a Realidade todos são iguais, tenha você uma existência mundana ou uma vida numa floresta. Quando você não é, como pode a existência mundana estar lá? Viva como quiser, mas mude sua atitude. Então tudo finalmente acabou. Um verdadeiro devoto do Senhor Krishna chamado Chokamela era um açougueiro e costumava viver com um osso na mão. Você pode comer uma comida pura, mas o que você vai fazer com todas essas modificações mentais? Você deve se tornar Realidade e sentir que todos os objetos são irreais; o seu ego já não deveria estar aí. somente depois você se torna Realidade.

Não há nada além da Realidade. Apenas a sua atitude precisa mudar. Isso é uma indicação de renúncia. No sono, quando não há mundo, um rei e um pobre são iguais. Durante o sono profundo, quando o mundo desaparece de você, você se sente feliz. Aí, você não precisa de um mundo, de uma casa, de um emprego ou de uma esposa. Nessa solidão somos a felicidade. Quando você pensa que tem muita coisa para fazer, você fica infeliz. Quando não temos nada para fazer, com o que se preocupar? Então, seja feliz. Aquele que tem o dever de realizar é um trabalhador. Mesmo se ele é um rei ou um deus, ele tem que trabalhar.

Os santos devem mostrar compaixão. Aquele que não tem desejos é o Deus de todos os deuses. Seja sem desejos pelo menos uma vez. Isso só pode acontecer quando você ridicularizar este mundo e sentir que ele é irreal. Retire a sua mente deste mundo e fixe-a no Eu, no Ser. Os objetos são irreais e a Realidade é a Verdade. Quando você tem essa atitude, você terminou. Então, você terá a liberdade de viver como quiser. Aquele que não pode ou não quer dançar acha o piso escorregadio, mas quem quer realmente o conhecimento do Ser, de alguma forma o conseguirá.

 Prahlada, um grande devoto do Senhor Narayana disse a seu pai: "Você pode ser o dono do meu corpo, mas você não tem controle sobre minha mente". Se você estiver muito ocupado, identifique sua mente com a Realidade e cumpra o seu dever. Então o dever também se tornará a Realidade. O intelecto tem que se metamorfosear. Diga mentalmente: "Eu sou Ram [Consciência]". Então o que você faz se tornará Consciência. Rejeite a ideia "eu sou fulano" e transformo-me no impregnador de todo o universo.




Tradução livre de:
Objetive Knowledge and Reality
http://www.inner-quest.org/Siddharameshwar_E.htm

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